quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A Expectativa do Povo de Deus e a Conferência de Aparecida

A Vocação e a Missão do Leigo na Igreja e no Mundo...

Tanto o Vaticano II quanto o Sínodo dos Bispos de 1987 procuraram redefinir a vocação e a missão dos cristãos leigos no mundo e na Igreja. Esta definição tornou-se necessária por causa de dois fatos: A evolução da eclesiologia e os novos desafios que o mundo lança à missão da Igreja, sobretudo, os desafios suscitados por aquilo que o documento de Aparecida chama de mudança de época.

A Evolução da Eclesiologia = Um novo jeito de ser Igreja.
Inadequação do nome leigo.
Superação da noção de Igreja Hierárquica = vida consagrada a serviço do povo de Deus
Vaticano II = Eclesiologia de comunhão.
Ser = Povo de Deus.
Da = Corpo de Cristo.
Igreja = Templo do Espírito Santo.
Concepção = Trinitária.

A categoria “Povo de Deus” foi determinante para a adequada compreensão da vocação e missão dos cristãos leigos. Essa categoria sublinha a igualdade fundamental de todos os membros da Igreja. Trata-se de um Povo todo ele sacerdotal, missionário, evangelizador, carismático e profético (que faz uma leitura dos tempos). Esta é a dimensão fundamental da constituição da Igreja.
Tudo mais (hierarquia, vida consagrada, ministérios) são serviços ao Povo de Deus. Trata-se, portanto, de um Povo de batizados, sujeito e não simples destinatário da ação pastoral da Igreja. No sentido teológico, leigo é aquele que, no batismo, foi ungido pelo Espírito Santo e no sacramento da crisma, foi enviado pela Igreja para continuar a missão de Jesus Cristo. Ele é, portanto, um discípulo missionário.

Articulação entre Igreja e Mundo
Sinais dos Tempos
Igreja presente no Mundo
Interpelam a Igreja e sua missão passa pelo homem
Sinais dos Tempos

A missão é o anúncio de Jesus Cristo e do Evangelho, acompanhado do compromisso com a promoção e defesa da vida em todas as suas dimensões. O tema da Quinta Conferência do Episcopado Latino-Americano e Caribe expressa muito bem isso: Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que n’Ele nossos povos tenham vida. Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida.

O que é a Missão

Necessidade da Missão
A Missão do cristão leigo na Igreja e no Mundo

- O Documento de Aparecida, ao tratar do discípulo missionário com vocação específica.
- Apresenta um elenco significativo.
- Fala do bispo, como discípulo missionário de Jesus, Sumo Sacerdote.
- Fala do presbítero, como discípulo missionário de Jesus, Bom Pastor.
- Fala do diácono, como discípulo missionário, de Jesus Servidor.
- E fala do cristão leigo, como discípulo missionário de Jesus, Luz do mundo.

A expressão “luz do mundo” indica a missão peculiar do cristão leigo: “Sua missão própria e específica se realiza no mundo, de tal modo que, com seu testemunho e sua atividade, contribui para a transformação das realidades e para a criação de estruturas justas segundo os critérios do Evangelho” (n.210).

Desafios da Missão:
Promoção da Dignidade Humana
Família
Cultura da Vida
Cuidado com o Meio Ambiente
Vida Urbana
Política
Conversão Missionária das Comunidades

A cidade, hoje, não é apenas um novo espaço social, onde habita a maioria da população. No Brasil, por exemplo, mais de dois terços da população moram na cidade e menos de um terço, no campo. A cidade, hoje, é uma nova civilização, isto é, novo modo de viver, de relacionar-se com as pessoas, com as coisas, com Deus. O homem urbano possui necessidades religiosas específicas.

Vida Urbana

A cidade é uma rede de relações. Por isso mesmo, atrai as pessoas. Ela é formada não só de bairros, muitos deles com condomínios luxuosos, que são verdadeiros oásis no meio da miséria reinante. A cidade é também formada de espaços: educação, saúde, trabalho, lazer. A vida da pessoa se passa em diversos espaços. É na cidade que se concentra o exercício do poder político econômico e outros. Afirma o Documento de Aparecida que, na cidade, se encontra a gestação de uma nova cultura.

A política é a arte de promover o bem comum. É também pedagogia: formação do cidadão, isto é, do sujeito participante na vida da sociedade. A política designa ainda a ação daqueles que se organizam em partidos para chegar ao poder ou manter-se no poder. Os políticos são os construtores da sociedade. Para isso, recorda o Documento de Aparecida, duas coisas são necessárias: competência e integridade moral.

Política

O Documento visa:

1. Estimular a ação evangelizadora da Igreja chamada a fazer de todos os seus membros discípulos e missionários de Jesus Cristo, Caminho Verdade e Vida para que nossos povos tenham vida n’Ele.
2. Repensar profundamente e relançar-se com fidelidade e audácia à missão nas circunstâncias latino-americanas e mundiais.
3. Confirmar, renovar e revitalizar a novidade do Evangelho, arraigada em nossa história a partir de um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, que desperte discípulos e missionários. (n°. 11).

O Documento de Aparecida tem Três Partes:

1. A vida dos nossos povos hoje;
2. A vida de Jesus Cristo nos discípulos e missionários;
3. A vida de Jesus Cristo para nossos povos.

A vida dos nossos povos hoje:
(n°s. 20-100)

1. Os discípulos missionários são chamados para serem instrumentos do Reino de amor, de vida, de justiça e paz. São colaboradores na solidariedade com a criação.
2. Recebem o dom da Palavra, a Eucaristia, o Sacramento do perdão, a presença de Maria, a primeira discípula e grande missionária dos nossos povos.
3. O sofrimento, a injustiça e a cruz nos desafiam a viver como Igreja Samaritana (Lc 10,25-37).
4. O olhar dos discípulos missionários sobre a realidade diante das mudanças com alcance global do fenômeno de globalização (n°s. 30-100).

A vida de Jesus Cristo nos discípulos Missionários:
(n°s. 101-346).

- Recorda a alegria de ser discípulos e missionários para anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, e n’Ele, a boa nova da dignidade humana, da vida, da família, do trabalho,da ciência e da tecnologia e da solidariedade com a criação.

A vocação dos discípulos missionários:

- Chamados ao seguimento de Jesus Cristo, é uma resposta ao seu chamado e exige entrar na dinâmica do Bom Samaritano (Lc 10,29-37), de nos fazer próximos, especialmente com quem sofre, gerar uma sociedade sem excluídos, segundo a prática de Jesus.
- Aprendem a prática das bem-aventuranças do Reino, o estilo de vida do próprio Jesus.
- A vocação ao discipulado missionário é convocação à comunhão em sua Igreja como uma comunidade de comunidades.

A vida de Jesus Cristo para nossos povos:
(n°s. 347-554)

A missão dos discípulos é a serviço da vida plena, do Reino e promoção da dignidade humana:

- Viver e comunicar a vida nova em Jesus Cristo em nossos povos.
- Conversão pastoral e renovação missionária da comunidade.
- Compromisso com a missão Ad Gentes.


Pe. Francisco Evaristo
Paróquia da Sagrada Família
Diocese de Campina Grande – PB

Resumo da Palestra sobre o Documento de Aparecida, realizado em Abril de 2008, na Mitra Diocesana

Vocação e missão: dois lados da mesma moeda

Um autêntico serviço de animação vo­cacional é antes de tudo uma ação evange­lizadora e genuinamente missionária. Nos evangelhos, aquele que chama é o mesmo que envia. Tal realidade confirma que vo­cação e missão são partes de um binômio inseparável e complementar. Ou, como diz a expressão popular: “são dois lados de uma mesma moeda.” Lados distintos, cada um com suas características próprias, mas par­tes de uma realidade inseparável, onde uma pressupõe a outra.
Na prática, a distinção entre a vocação e a missão é mais de caráter pedagógico que real. Isto significa que precisamos fi­car atentos para evitar certas expressões, como aquelas que escutamos ao falar da “dimensão missionária da vocação”. Pois a missão não é uma simples “dimensão”, mas elemento constitutivo da identidade de toda vocação .
Adryano Gonçalves
Cidade do Vaticano: "Ide e fazei discípulos de todos os povos" é o lema da Jornada Mundial da Juventude de 2013. "Encontro de Madrid foi uma magnífica manifestação de fé para a Espanha e para o mundo", disse o Papa na Audiência geral
Bento XVI anunciou esta quarta feira que o lema da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2013, na cidade brasileira do Rio de Janeiro, será "Ide e fazei discípulos de todos os povos", expressão baseada no evangelho segundo São Mateus.

Na audiência geral que decorreu durante a manhã em Castel Gandolfo, próximo de Roma, o Papa revelou também que a Jornada de 2012, que se assinalará nas dioceses católicas, vai ser dedicada ao lema "Alegrai-vos sempre no Senhor", apelo extraído da carta de São Paulo aos Filipenses.

Na alocução que dirigiu aos fiéis reunidos no pátio interior da residência pontifícia de Castelgandolfo, Bento XVI recordou a sua participação na JMJ que decorreu em Madrid de 16 a 21 de agosto, tendo qualificado de "emocionante" o maior evento católico juvenil a nível mundial.

"O encontro de Madrid foi uma magnífica manifestação de fé para a Espanha e para o mundo", assinalou o Papa, acrescentando que a JMJ foi uma "ocasião especial para refletir, dialogar, trocar experiências positivas e, sobretudo, rezar em conjunto e renovar o empenho de radicar a vida em Cristo".

A 26.ª JMJ constituiu para o Papa um "dom precioso, que dá esperança" para o futuro do catolicismo, com os fiéis a expressarem "o desejo firme e sincero de radicar a sua vida em Cristo, permanecerem unidos na fé, caminharem juntos na Igreja".

"Cerca de dois milhões de jovens de todos os continentes viveram, com alegria, uma formidável experiência de fraternidade, de encontro com o Senhor, de partilha e crescimento na fé: uma verdadeira cascata de luz", acrescentou.

O Papa pediu aos jovens que participaram na Jornada que, "'Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé' [lema da JMJ], levem ao mundo inteiro a alegria do evangelho, com a palavra e uma vida preenchida de obras de caridade".

"Estou certo que regressaram às suas casas com o firme propósito de serem fermento na massa, levando a esperança que nasce da fé", referiu Bento XVI, aludindo ao testemunho cristão que os jovens são convidados a exteriorizar na sociedade.

Ao recordar os momentos mais significativos da viagem, o Papa evocou o "entusiasmo irreprimível" com que foi recebido no centro de Madrid na quinta-feira, dia da sua chegada a Espanha, bem como as condições atmosféricas adversas durante a vigília de oração realizada na noite de sábado para domingo no aeródromo de Cuatro Vientos.

"Uma multidão de jovens em festa, nada intimidada pela chuva e pelo vento, permaneceu em adoração silenciosa", disse o Papa, que salientou a "exuberância" e "alegria" dos fiéis na missa de encerramento da Jornada, celebrada no domingo no mesmo local.

A alocução não mencionou as manifestações de protesto pela visita e agradeceu o "caloroso acolhimento" dos reis de Espanha, "como também de todo o país", tendo também incluído palavras de reconhecimento à hierarquia católica, voluntários da JMJ e a quantos "ofereceram o sustento da oração".

Na saudação em língua portuguesa, Bento XVI saudou os grupos do Brasil e Portugal presentes em Castel Gandolfo:
Saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, particularmente os grupos vindos do Brasil e de Portugal! A Jornada Mundial da Juventude em Madrid renovou nos jovens a chamada a serem o fermento que faz a massa crescer, levando ao mundo a esperança que nasce da fé. Sede generosos ao dar um testemunho de vida cristã, especialmente em vista da próxima Jornada no Rio de Janeiro. Que Deus vos abençoe!


Fonte: Rádio Vaticano
Local: Cidade do Vaticano - Itália

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

"IDE" JESUS TE CHAMA TAMBÉM!!!

RELIGIOSA FALA DE EXPERIENCIA MISSIONÁRIA EM MOÇAMBIQUE


A Leiga missionária e religiosa franciscana capuchinha, Flor de Maria Nascimento, há quatro meses na diocese de Lichinga, norte de Moçambique, pelo projeto missionária além-fronteiras dos Regionais Nordeste 4 (Piauí) e 5 (Maranhão) fez uma breve avaliação dos trabalhos desenvolvidos naquele país.
Além de Flor de Maria, a equipe missionária é composta por outras irmãs capuchinhas (brasileiras), pelos leigos para o desenvolvimento (portugueses), padres da consolata, pelas Irmãs da Imaculada Conceição (moçambicanas), Postelianas (brasileiras e moçambicanas). Todos trabalham na paróquia de São Miguel Arcanjo, que está sob a responsabilidade dos padres da Consolata. A equipe se reúne a cada 15 dias para programar e avaliar as atividades.
De acordo com irmã Flor de Maria, são desenvolvidas atividades com as mulheres, fazendo pequenas oficinas de corte e costura, artesanato, tricô e crochê e outros. Com os jovens desenvolvem trabalhos na área da evangelização, pastoral universitária, alfabetização e oficinas de leituras e com as crianças, além de acompanhamento na catequese e assessoria a grupos da Infância e Adolescência Missionária.
“As dificuldades encontradas (malárias, parasitas e outras enfermidades que surgem) são pouca coisa diante das oportunidades, aprendizagem e alegrias proporcionadas pela convivência com este povo. Louvo e agradeço a Deus por esta oportunidade que me foi dada e que deixa o desejo de querer continuar mais e mais”, declarou irmã Flor.
A equipe também faz acompanhamento nos postos de saúde da diocese e se dedica ao atendimento aos doentes através do método da bioenergética e o tratamento pelas plantas medicinais.

Equipe do COMISESP

sábado, 23 de julho de 2011

ARQUIDIOCESE ENVIA SEMINARISTAS PARA ROMA
Sem. Gilmar e Francisco - Foto José Bezerra- Fonte - Jornal a Ordem
A Arquidiocese de Natal enviará os seminaristas Gilmar Pereira Victor da Silva e Francisco de Assis da Silva para Roma, onde darão continuidade ao processo de formação sacerdotal. Ambos são formandos do Seminário de São Pedro e já concluíram o curso de Filosofia. Gilmar é natural da cidade de Elói de Souza – RN e Francisco de Assis, de Santa Cruz – RN. Em Roma, irão estudar Teologia, no Ateneu Pontifício Regina Apostolorum, enquanto residem no Pontifício Colégio Internacional Maria Mater Ecclesiae.
A equipe de formação do Seminário pretende que eles, após concluírem a Teologia, façam mestrado na área da Filosofia. O seminarista Gilmar descreve sua partida como “uma oportunidade de melhor preparação para o ministério sacerdotal; um tempo especial de formação para melhor contribuir com o povo de Deus”, ressaltou. Para Francisco de Assis “este é o momento propício para aprofundar e formar melhor as dimensões exigidas na formação de um sacerdote”. Antes de partirem para Roma, os seminaristas receberão os ministérios de Leitor e Acólito, no dia 05 de agosto, em missa presidida pelo Arcebispo, Dom Matias Patrício de Macêdo, na capela do Seminário de São Pedro, às 19h. A viagem de Gilmar e Francisco está prevista para o próximo dia 08 de agosto.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

FORMAÇÃO MISSIONÁRIA EM CAMPINA GRANDE REÚNE 80 SEMINARISTAS DE TODAS AS REGIÕES DO BRASIL

Teve início na noite desta segunda-feira, 4, a 5ª Formação Missionária para Seminaristas do Nordeste (Formise). O encontro, que acontece em Campina Grande (PB), conta com a participação de 80 seminaristas, representantes de todos os estados do país.
A programação teve abertura com missa presidida pelo vice-reitor do Seminário Maior São João Maria Vianney da diocese de Campina Grande, padre Dezenilton Santos, e concelebrada pelos padres assessores: Raphael, Natal Brambilla, André Luiz Negreiros (Infância e Adolescência Missionária e Sávio Corinaldesi (União Missionária).
“É uma alegria muito grande acolher o evento nesta casa de formação, poder congregar tantos seminaristas de diferentes dioceses em um encontro tão importante”, disse padre Dezenilton. Segundo ele, a formação dos seminaristas para a missão é algo que deve ser tratado com profundo zelo e dedicação. “A Igreja nasceu da missão dos primeiros apóstolos e só se manterá acesa enquanto existir missionários, comprometidos em levar a Boa Nova para todos”, destacou.
Atividades
Os participantes foram divididos em cinco grupos, cada um representando um continente, para as funções e discussões dos temas abordados. A primeira palestra realizada na manhã de ontem, 5, pelo padre Dalmo Radimack, da arquidiocese da Paraíba, teve como finalidade trabalhar a “Espiritualidade do Seminarista Diocesano”. Falando um pouco sobre o perfil dos estudantes do seminário, ele afirmou que, “antes de pensarmos em missão, é necessário fazer e ter um encontro pessoal com aquele que nos envia: Jesus Cristo”. A temática desta quarta-feira, 6, é a “Formação Intelectual do Seminarista missionário”, com padre André Vital, CJ.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

DIOCESE DE SANTARÉM PREPARA MAIS UMA EXPERIÊNCIA MISSIONÁRIA NA AMAZÔNIA!!!

Local:
Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Almerim, sendo a cidade na primeira etapa e as comunidades do interior na segunda etapa.
Tema: Dimensão antropológica da vida do missionário e da missão. Contemplando a pessoa e a missão de Jesus, somos chamados a viver o seu seguimento e contribuir para que a missão se realize.
Lema: “Eu mesmo fui alcançado por Cristo” (Fl 3, 12).
Através de personagens bíblicos, como Paulo, Pedro, Ananias e outros, ver:
a) Como a pessoa percebe e acolhe o chamado de Deus e a missão correspondente;
b) como a pessoa percebe e acolhe que sua vida precisava ser diferentes;
c) mudanças que acontecem na vida das pessoas a partir do chamado e da missão;
d) como a pessoa percebe e acolhe que precisa sair de si para ir ao encontro do OUTRO e do outro, como Igreja;
Ligação com o Ano Missionário da Diocese de Santarém: personagens bíblicas, conforme o subsídio que está sendo proposto pela Diocese.
Assessoria: Pe. Gabriel dos Santos = Arquidiocese de Salvador.
Período: Saída no dia 15 de dezembro de 2011 e retorno no dia 23 de janeiro de 2012.
Paróquia de Almerim: 08 distritos na cidade e 49 comunidades no interior. Em cada Distrito, uma Igreja. Ao todo, são, mais ou menos 4.000 famílias.
           a) Mini-área I – Chicáia: são 21 comunidades com uma média de 60 famílias cada.
     b) Mini-área II – Paru: são 21 comunidades com uma média de 25 famílias cada.
      c) Mini-área III – Arrayolos: são 14 comunidades com uma média de 25 famílias cada.

Coordenação: Pe. Alaelson Lima, Pe. rubinei Coelho, Diáconos Nélio Monteiro e Marcílio Pedroso e D. Esmeraldo. Contato: domesmeraldo@hotmail.com; alaelson@hotmail.com. Telefone (93) 3524-3468 (telefone do Seminário de Santarém).
Fonte: www.servicodoreino.blogspot.com

quarta-feira, 29 de junho de 2011

CAMPINA GRANDE SEDIARÁ ENCONTRO PARA SEMINARISTAS DO NORDESTE

A cidade de Campina Grande (PB) sediará, de 4 a 8 de julho, o 5º encontro de  Formação Missionária para Seminaristas do Nordeste (V FORMISE). A reunião será no Seminário Diocesano São João Maria Vianney, localizado no bairro do Alto Branco.
A partir do tema central “Lançai as vossas vidas no caminho do Evangelho do qual brota a missão a serviço da vida" serão trabalhadas as temáticas: Espiritualidade missionária do seminarista diocesano; a formação intelectual do seminarista e a organização missionária do seminário.
Os assessores serão os padres André Vital, Dalmo Radimack da Silva (Arquidiocese da Paraíba), André Luiz Negreiros (Secretário Nacional da Infância e Adolescência Missionária) e Sávio Corinaldesi (Secretário Nacional da União Missionária e da Obra de São Pedro Apóstolo).

NOS PASSOS DE JESUS MISSIONÁRIO

“Fui alcançado por Jesus Cristo” (Fl 3, 12)

As novas diretrizes para a formação dos presbíteros da Igreja no Brasil (DFPIB) aprovados na 48ª assembléia geral da CNBB em maio de 2010 e pela Santa Sé em julho do mesmo ano, enfatizam a centralidade da missão no processo formativo destacando, com o documento de Aparecida, que “a missão é inseparável do discipulado; por isso, não deve ser entendida como uma etapa posterior à formação” (DAp 278).
A missão nasce do encontro com Jesus Cristo. A iniciativa é sempre dele: “Segue-me” (Mt 9,9). É a partir do encontro com Jesus Cristo que podemos conhecê-lo mais de perto e seguir os seus passos. Ele nos consagra e nos faz partícipes da missão e ao mesmo tempo nos vincula a ele como amigo e irmão. (cf. DAp 144).
Então, o seguimento a Jesus Cristo marca toda a existência humana, na qual podemos distinguir o ser e o modo de ser. Assim, formar presbíteros é cooperar com os aspirantes ao presbiterado e com os presbíteros para que desenvolvam suas potencialidades humanas e cristãs e adquiram, no seguimento de Cristo, o modo ou forma presbiteral de existir (DFPIB 49).
Tendo o processo formativo, como princípio unificador, a formação pastoral missionária (DFPIB 300), necessitamos ter em conta toda uma pedagogia que contribua para que, no decorrer de todo o processo, a missão seja acolhida como dom de Deus e colocada em prática ajudada por uma metodologia  que considere o ser e agir a partir de Jesus Cristo missionário e da realidade em que o seminarista e os demais pessoas estão inseridas.
As experiências missionárias que estão acontecendo no Brasil, e, entre elas a que a Diocese de Santarém vem coordenando, procuram firmar a missão como determinante da vida de quem é chamado e enviado por Jesus Cristo e a acolhe como dom. O Espírito de Deus nos faz mergulhar na realidade da vida em sua globalidade para que, iluminados pela Palavra, aí também o discípulo missionário possa escutar a voz de Deus e discernir os seus sinais. É ele quem fecunda a missão.
Escrevendo aos Bispos da Amazônia que se reuniram em Santarém em maio de 1972, o Papa Paulo VI retornando o texto das bodas de cana, conclui: “Hoje Maria nos diz: Cristo aponta para a Amazônia”.
Jesus missionário aponta para a Amazônia. Sigamos os seus passos. Já fomos alcançados por ele. (Cf. Fl 13, 12).
INFORMATIVO MISSIONÁRIO, Diocese de Santarém (Pará-Brasil) Ano 4, nº 08 - junho 2011
Fonte: www.servicodoreino.blogspot.com

segunda-feira, 20 de junho de 2011

NOSSOS SENTIMENTOS!!!

Todo o Seminário de São Pedro, muito especialmente os seminaristas escoteiros, com grande pesar lamentam a partida do querido irmão Ranyere Holanda Resende que tão prematuramente passou deste mundo a casa do pai e que há poucos dias esteve conosco dando grande exemplo de disponibilidade e servindo assim de exemplo a todos nós. Aos seus familiares e amigos os nossos sentimentos e sincero apoio com nossas orações e fraternidade compassiva. 

quarta-feira, 15 de junho de 2011

SEMINARISTAS DA DIOCESE DE CAICÓ REALIZAM SEMANA MISSIONÁRIA!

A IGREJA UM SÓ POVO E UMA SÓ COMUNIDADE

Cartaz da Missão: Arte. Sem. Francisco Lima
É com esse espírito missionário, que os seminaristas da Diocese de Caicó (Josenilton Hipolito de Araújo, Luiz Carlos Alves da Silva e Cláudio Dantas de Oliveira) irão realizar uma semana missionária na Paróquia de São João Batista, na cidade de São João do Sabugi-RN, no período de 12 a 17 de Julho de 2011. A semana Missionária tem como tema: A Igreja um só povo e uma só comunidade e como Lema: “Animados pela tua palavra, lançaremos as redes” (Lc 5,5).
A programação consta de missa de abertura e envio dos missionários locais e seminaristas; alvoradas missionárias; visitas; encontros com as famílias, crianças e jovens; louvor; momento penitencial; celebração do fogo jovem; missas e café comunitário.
Esperamos que esta semana missionária seja um momento de reavivamento da missão batismal e do sentido de ser Igreja, formando um só povo e uma só comunidade a serviço da missão e que a semente plantada possa dar bons frutos. Por isso, animados pela Palavra de Deus que nos encoraja, lançaremos as redes para pescarmos homens novos, que, conscientes de sua missão evangelizadora, possam construir uma sociedade mais justa e mais fraterna.
Esta iniciativa partiu dos próprios seminaristas, que atentos às necessidades da Diocese e abertos ao espírito missionário desejam colaborar com o projeto do Reino de Deus e a formação de novos discípulos missionários através da experiência do encontro pessoal com Jesus Cristo. Desde já queremos agradecer ao Pe. Janilson Alves, administrador paroquial, que acolheu a nossa proposta e colocou a paróquia a nossa disposição, que Deus abençoe o seu ministério e conceda um pastoreio fecundo. A todos os paroquianos esperamos corresponder às expectativas e que participem ativamente de todas as atividades.

São João Batista, rogai por nós!
Em Cristo Jesus!
Seminaristas: Hipolito,
Cláudio Dantas e Luiz Carlos.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

PADRE ITALIANO É ESCOLHIDO O NOVO SUPERIOR GERAL DOS MISSIONÁRIOS DA CONSOLATA

O 12º Capítulo Geral dos Missionários da Consolata (Reunião Geral da Congregação), que acontece desde o dia 9 de maio em Roma, elegeu, hoje, 8, o padre italiano Stefano Camerlengo como novo superior geral que dirigirá a Congregação nos próximos seis anos.
Padre Stefano nasceu em 1956, na cidade de Morrovalle, província de Macerata (Itália). Estudou Filosofia em Turim e Teologia na Universidade Gregoriana em Roma. Foi ordenado padre em 1984, em Wamba, nas Missões da República Democrática do Congo, onde trabalhou na pastoral, na formação e promoção humana.
Ele já desempenhou a função de vice-superior regional e depois Superior Regional da Região do Congo. Desde 2005 vinha exercendo o cargo de vice-superior geral da Congregação, durante o mandato do padre Aquiléo Fiorentini.
Consolata
Fundado em Turim, norte da Itália, em 29 de janeiro de 1901 pelo Bem-aventurado José Allamano (1851-1926), o Instituto Missões Consolata têm como carisma a Missão ad Gentes além-fronteiras e seguindo a metodologia de seu fundador, faz da promoção humana e da evangelização os dois valores fundamentais e irrenunciáveis das culturas locais. Hoje, a congregação conta com cerca de mil missionários entre padres e irmãos religiosos, que atuam em 22 nações, de quatro continentes: Europa (Itália, Espanha, Portugal, Inglaterra); África (Costa do Marfim, República Democrática do Congo, África do Sul, Moçambique, Tanzânia, Quênia, Uganda e Etiópia); América (Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, México, Estados Unidos, Canadá, Venezuela); Ásia (Coréia e Mongólia).

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Dom Matias prepara saída do comando da igreja católica no RN


          O arcebispo de Natal, Dom Matias Patrício de Macedo, deverá deixar o cargo mais importante da igreja católica, no Rio Grande do Norte, nos próximos meses. O motivo é que ele completou 75 anos no dia 14 de abril e, com essa idade, é tradição que os bispos encaminhem ao Papa uma carta-renúncia, para que o comandante da igreja católica no mundo indique o novo arcebispo da cidade.
          No cargo desde 25 de janeiro de 2004, Dom Matias Patrício acredita que cumpriu bem a missão no comando da arquidiocese de Natal. "Acho que eu vim para uma missão e procurei cumprí-la com dedicação, amor e exclusividade. Não foi tempo perdido. Sou um homem feliz e realizado, graças a Deus", disse Dom Matias.
          A substituição do arcebispo ocorre de maneira sigilosa, mas, tradicionalmente, a igreja do Rio Grande do Norte é ouvida sobre o novo indicado. Segundo Dom Matias, a escolha, que é do Papa, pode demorar 30 dias ou até dois anos, como ocorreu para a substituição do antigo arcebispo de Natal, Dom Heitor de Araújo Sales.


Resumo da vida missionária de Dom Matias
          Nasceu em Sant’Ana do Matos, em 14 de abril de 1936, filho de José Patrício de Macêdo e Luiza Valdenita de Macêdo. Em  1951, ele ingressou no Seminário de São Pedro, em Natal, e, em 1957, foi para o Seminário de Fortaleza (CE), cursar Teologia. A ordenação presbiteral ocorreu no dia 14 de julho de 1963, em Natal, por Dom Eugênio de Araújo Sales. Na Arquidiocese de Natal, como sacerdote, o então Pe. Matias foi vigário cooperador de Ceará-Mirim; vigário e pároco de Canguaretama, Pedro Velho e Nova Cruz.
          Também foi assistente da Juventude Agrária Católica (JAC), membro do Conselho Presbiteral, reitor do Seminário Menor, em Nova Cruz, entre outras funções. Entre outubro de 1973 e julho de 1974 fez Curso de Atualização Pastoral, na Pontifícia Universidade Salesiana, em Roma. Dom Matias foi nomeado bispo de Cajazeiras (PB), em 12 de julho de 1990. A ordenação episcopal aconteceu na cidade de Nova Cruz, onde ele foi pároco por 22 anos. Em agosto de 2001, foi transferido para a Diocese de Campina Grande (PB). Em 26 de novembro de 2003 foi nomeado Arcebispo Metropolitano de Natal, onde permanece atualmente.

Fonte: PASCOM (Arquidiocese de Natal)

SANTOS JUNINOS E DEVOÇÃO POPULAR

Quanto mais profundamente lançares o alicerce da humildade, tanto mais alto poderás construir o edifício. (Sto. Antonio de Pádua)

Julio César Santana
Seminarista/Paróquia de Santo Antonio
Zona Norte/Natal

Durante o mês de Junho celebramos diversos Santos, porém pode ser destacado três que receberam a denominação de Santos Populares, não por mera tradição, mas pelo fato de serem cultuados por grande número de devotos, estes devotos por sua vez durante o mês junino fazem desabrochar gestos concretos de amor para com Deus através destes que testemunharam a Cristo com as suas vidas, tamanha religiosidade popular pode servir para compreender melhor a utilização de sinais e gestos simbólicos que expressam um componente profundamente humano e ao mesmo tempo Divino, por isso a Igreja tem chamado a atenção para uma verdadeira integração entre a liturgia e a piedade popular, como nos vêm dizer a Constituição Sacrosanctum Concilium sobre a Liturgia e os exercícios piedosos “Os piedosos exercícios do povo cristão, conquanto conformes as leis e normas da Igreja, são encarecidamente recomendados, sobretudo quando são feitos por ordem da Sé Apostólica”. Estes Santos estimados pelo povo são: Santo Antonio de Pádua, celebrado no dia 13, São João Batista no dia 24 e São Pedro no dia 29, estes três Santos bem souberam se doar a Deus contribuindo assim para o projeto de salvação proposto por  Jesus Cristo.
Santo Antonio de Pádua - Nasceu em Lisboa (Portugal) no século XII. Foi cônego regular na regra de Santo Agostinho, mas pouco depois da sua ordenação sacerdotal transferiu-se para a Ordem dos Frades Menores com a intenção de dedicar-se a propagação da Fé entre os povos, especialmente os povos da África. Porem o seu ministério foi consolidado na França e na Itália aonde ele exerceu com excelentes frutos a sua pregação, convertendo muitos hereges, sendo assim intitulado de Terror dos hereges, foi Santo Antonio o primeiro professor de Teologia na sua Ordem, escreveu vários sermões, cheios de doutrina e de unção espiritual, faleceu em Pádua no ano de 1231, sua língua que tanto pregara a palavra divina, foi preservada da corrupção e até hoje e venerada em Pádua num relicário. Foi intitulado pela Igreja como Doutor do Evangelho e Presbítero.
São João Batista - A Bíblia nos diz que Isabel era prima da Virgem Maria, e, elas tinham o costume de se visitarem. Numa dessas ocasiões, já grávida "quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo" (Lc 1,41). Ainda no ventre da mãe, João se reverencia e reconhece a presença do Cristo Jesus. Na despedida, as primas combinam que o nascimento de João seria sinalizado com uma fogueira, para que Maria pudesse ir ajudar a prima depois do parto. Desta forma os evangelistas apresentam com todo rigor a figura de João como precursor do Messias, cujo dia do nascimento é também chamado de "Aurora da Salvação". É o único Santo, além de Nossa Senhora, em que se festeja o nascimento, porque a Igreja vê nele a preanunciação do Natal de Cristo. Jesus falando de João Batista lhe tece o maior elogio registrado na Bíblia: "Jamais surgiu entre os nascidos de mulher, alguém maior que João Batista. Contudo, o menor no Reino de Deus é maior do que ele" (Mt 11,11). Ele morre degolado sob o governo do rei Herodes Antipas, por defender a moralidade e os bons costumes. O seu martírio é celebrado em 29 de agosto, com outra veneração litúrgica. 
São Pedro – São Pedro, cujo nome de nascimento era Simão, nasceu em Betsaida, na Galiléia. Filho de Jonas era pescador e casado. André, seu irmão, encontrou Jesus e comentou com Pedro a respeito do Messias. Simão quis conhecer Jesus, e este o elegeu como um de seus escolhidos, trocando seu nome para Pedro, que significa pedra. A partir deste dia, Pedro deixou de ser pescador de peixes para se tornar pescador de homens. Os primeiros 10 capítulos dos Atos dos Apóstolos descrevem a atuação marcante do apóstolo Pedro, o grande líder da comunidade cristã após a morte de Jesus. Integra Matias ao colégio dos Apóstolos para substituir Judas; faz o primeiro discurso no dia de Pentecostes, convertendo 3 mil pessoas; e realiza o primeiro milagre, curando o homem coxo. Também é ele o primeiro a ser preso como responsável pela nova religião e quem convoca o primeiro concílio dos apóstolos, tomando a palavra no conclave. Segundo a tradição, mais tarde Pedro foi para Antioquia, onde permaneceu sete anos na direção da Igreja, e de lá seguiu para Roma, onde permaneceu até a morte, em 29 de junho do ano 67 d.C, quando foi crucificado de cabeça para baixo por não se achar digno de morrer como o seu Mestre. Foi sepultado onde hoje está a maior igreja do mundo: a Basílica do Vaticano.
Que ao considerarmos a vida destes que se doaram integralmente e sem limitações a Cristo e seus ensinamentos, sejamos incitados a abraçar as coisas que não passam em perfeita união com Cristo Mestre Magno de todos nós, e possamos um dias jubilosos junto com eles cantar as gloria eternas do Cordeiro Santo de Deus.
Fonte: www.gvjoaopauloii.blogspot.com

sexta-feira, 3 de junho de 2011

UEB-RN PROMOVE CURSO PARA SEMINARISTAS EM PARCERIA COM SEMINÁRIO SÃO PEDRO



            A UEB-RN em parceria com o Seminário de São Pedro realizará nesta sexta-feira até o Domingo (03 a 05 de junho) uma formação Escoteiro para seminaristas. O convite partiu do Diretor de Relações Institucionais Pe. Ajosenildo Nunes que é atualmente Reitor do Seminário. O evento contará com a participação de 40 seminaristas que irão explorar o conhecimento e as técnicas escoteiras em meio a um acampamento. Como formas de integração entre os seminaristas e o movimento escoteiro serão explorados o contato com a natureza e a metodologia de educação do Escotismo para com os jovens de nossa sociedade.
Os seminaristas irão vivenciar a experiência de escotismo missionário do Monsenhor Penha que provocou uma revista da França a fazer uma reportagem sobre os trabalhos desses jovens que consistia em acampar nas cercanias dos locais onde o Padre iria fazer seu trabalho de evangelização, e, antecedendo os procedimentos preparatórios para a ação apostólica, faziam sua participação ensinando orações e ensinamentos cristãos. Ou seja, ensinando o evangelho enquanto praticavam o escotismo.
A todos os participantes desejamos um santo e abençoado acampamento no Senhor!

Retorno ao Grande Acampamento do Monsenhor

“Uma vez escoteiro, sempre escoteiro”

Monsenhor João Penha Filho, natural de Touros/RN, nasceu em 23/06/1926 e com 9 anos entrou como lobinho no 1º Grupo Escoteiro do Mar Almirante Ary Parreiras, que funcionava no Grupo Escolar Isabel Gondim, no bairro das Rocas, em Natal. Com outra mudança de residência, posteriormente, se transferiu para o famoso Grupo de Escoteiros do Alecrim.
Descobrindo sua vocação religiosa, entrou para o seminário em 1941 e em 1947, integrou o Seminário Maior em Fortaleza onde criou um Grupo Escoteiro dentro do Seminário, com a aprovação do Reitor, o que integrou ainda mais os seminaristas.
Foi ordenado Padre em 15/09/1953, em Natal, realizando sua primeira Missa em Touros. Sua primeira missão sacerdotal foi atuar como Vigário cooperador da Paróquia de Santa Cruz, onde resgatou o Grupo de Escoteiros de lá existente. Por todas as paróquias que passou, restaurou e fundou Grupos Escoteiros para as comunidades.
Quando da criação do Grupo de Escoteiros Guy de Larigaudie, Macau, viveu uma experiência excepcional. “Por meio dos escoteiros atingia as famílias e realizava um trabalho de transformação”, afirma o Mons. Penha, “fazendo a educação dos jovens e re-educação dos pais”, pela repercussão do trabalho dos jovens junto aos adultos.
Do trabalho com os escoteiros descobriu a necessidade de criar uma escola de nível secundário, não existente na região naqueles dias. Os próprios escoteiros assumiram a condução da construção da escola. Um era encarregado das finanças; outro era o encarregado dos operários; outros exerciam outras funções, despertando neles a descoberta de vocações profissionais. Até então, as únicas ocupações que existiam em Macau eram de trabalhador de salina, barcaceiro, estivador e conferente (de cargas), profissões que remuneravam muito bem, sem precisar de estudo para desempenhá-las. Essa era a maior dificuldade, em fazer os jovens estudarem. O colégio era totalmente gratuito e mantido pelos operários da cidade. Ainda veio a criar outros Grupos Escoteiros.
A experiência de escotismo missionário do Monsenhor Penha provocou uma revista da França a fazer uma reportagem sobre os trabalhos desses jovens que consistia em acampar nas cercanias dos locais onde o Padre iria fazer seu trabalho de evangelização, e, antecedendo os procedimentos preparatórios para a ação apostólica, faziam sua participação ensinando orações e ensinamentos cristãos. Ou seja, ensinando o evangelho enquanto praticavam o escotismo. De Macau, foi para Roma em 1963 onde cursou Sociologia, período do Concílio Vaticano II. Neste período fez parte do Grupo Escoteiro 31, de Roma, que praticavam o escotismo escondido durante a ocupação alemã. Contava Monsenhor Penha que quando da desocupação alemã, o Grupo 31 de Escoteiros adentrou as portas de Roma com as bandeirolas de Patrulhas como se estivesse realizando uma ocupação. Algum tempo depois da experiência no exterior, voltou a Natal onde assumiu a capelania da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Durante suas viagens à Europa na década de 80, em especifico, uma foi muito importante, quando visitou o Papa João Paulo II, presenteando-o com a lapela da Flor-de-lis brasileira, ele lembra com satisfação a expressão de agradecimento de Sua Santidade ao dizer-lhe: “Uma vez escoteiro, sempre escoteiro”, pois o Papa havia sido escoteiro na juventude. Nessa oportunidade, cursou o Mestrado e o Doutorado em Ética cristã, na Universidade Lateranense, em Roma.
Ao aposentar-se como Padre, foi transferido para Touros onde fundou mais um Grupo, o GEMAR Gaspar de Lemos.
Exerceu a Presidência da Região Escoteira do Rio Grande do Norte nos mandatos de 1995-1997 e 1998-2000 quando iniciou um projeto de convidar jovens seminaristas a fazer cursos de formação da UEB, dando-lhes a orientação necessária para compreender o movimento escoteiro. Foi Vigário Episcopal para a Juventude da Arquidiocese de Natal durante muitos anos. Participou do Conselho Estadual de Educação e Cultura.
Visando ampliar a educação dos alunos e tornar realidade um sonho há tantos anos acalentado, resolve a professora Noilde Ramalho, Diretora Geral do complexo Escolar Henrique Castriciano/Escola doméstica, atender a um apelo do então Presidente da União dos Escoteiros do Brasil no RN, o Monsenhor João Penha Filho, que em carta, solicitava a criação de uma unidade de escotismo no Colégio Henrique Castriciano. E em 01 de novembro de 1997, era instalado o 52º Grupo de Escoteiros Henrique Castriciano.
Escreveu inúmeros livros, e alguns dos títulos foram: “25 anos depois”, “Aids e ética”, “Juventude, opção para uma realidade libertadora” e "Fraternidade de Isis e o Código de Dan Brown".
Dentre outras qualidades o Mons. Penha também tem sua verve de compositor Musical, pois foi o criador do Hino da Paróquia de Santo Afonso, no Mirassol. Na vida artística profana o Padre Penha foi o criador de um conjunto musical, o “Sempre alerta” (para variar), constituído por escoteiros do Grupo Guy de Larigaudie, de Macau, chegando a gravar um Long-Play, em 1968, intitulado “Feito para você”. Algumas das faixas desse discos são de autoria do Pe. Penha. O conjunto se desfez em 1973.
Nos últimos anos era o Capelão do Colégio da Neves, em Natal, dirigido pela congregação das Filhas do Amor Divino, onde existe um grupo escoteiro, G.E. Nossa Senhora das Neves, recentemente reativado sob sua orientação.
Recebeu o título de cidadão honorário em vários municípios como: Natal, Macau, Alto do Rodrigues e Pendências.
Pelos relevantes serviços prestados ao Escotismo Brasileiro recebeu as mais altas condecorações escoteiras, o Tapir de Prata. Recebeu também e a Medalha Velho Lobo por ter mais de 50 anos de prática do escotismo brasileiro.
Retornou ao grande acampamento em janeiro de 2011.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

IX PÉ E FÉ NA CAMINHADA

LANÇAMENTO DE LOGOMARCA

O reitor do Seminário de São Pedro, Pe. Ajosenildo Nunes, aprovou hoje, dia 1° de junho, a logomarca do IX Encontro de Seminaristas do Regional Nordeste 2 (Pé e Fé na Caminhada). “Esta logomarca representa um primeiro passo de tantos outros que hão de ser dados para a realização do IX Pé e Fé”, explica o Secretário Executivo do encontro, seminarista João Batista.
A logomarca foi confeccionada pelo seminarista do 2° ano de filosofia da Arquidiocese de Natal, Jecione Melo. “Este seminarista aponta para um lugar: Natal - cidade que acolherá o IX Pé e Fé na caminhada.” Diz o Seminarista Jecione em um dos trechos da explicação da logomarca.
Este encontro, que surgiu em meados de 2003, quando um grupo de seminaristas de Pernambuco e Alagoas que estudavam no Seminário da Arquidiocese de Maceió, imbuídos do espírito de partilha resolveram, com o auxílio de Dom Adriano Ciocca Vasino, Bispo de Floresta - PE, se reunir durante o período ferial para troca de experiências e o fortalecimento mútuo. Inicialmente o Pé e Fé contou apenas com os seminaristas das dioceses de Pernambuco e Alagoas; depois foi estendido a todos os seminaristas do regional nordeste 2.
O IX Pé e Fé na Caminhada acontecerá em Natal no período de 23 a 26 de janeiro de 2012 e terá como tema “a missão do padre diocesano ontem, hoje e amanhã”. “Durante o segundo semestre realizaremos várias atividades afim angariar recursos para custear as despesas deste encontro”, acrescenta o secretário do Pé e Fé.

IX PÉ E FÉ NA CAMINHADA

EXPLICAÇÃO DA LOGOMARCA DO IX PÉ E FÉ NA CAMINHADA

Nesta logomarca vemos os limites dos estados que constituem o Regional Nordeste 2. O espaço de cada estado é preenchido por sua respectiva bandeira.
Sobre o estado de Pernambuco, onde aconteceu o VIII Pé e Fé na Caminhada, mais precisamente na cidade de Petrolina, vemos um seminarista, tendo a mesma cor de pele que é comum entre a maioria dos cidadãos nordestinos.
            Ele porta uma Batina – Indumentária Eclesiástica – e calça chinelas para lembrar que, mesmo depois da ordenação, será chamado a viver junto do povo, especialmente dos mais pobres. Carrega sobre as costas uma sacola: nela deve levar apenas a única coisa necessária rumo à experiência do IX Pé e Fé na caminhada.
Este seminarista aponta para um lugar: Natal - cidade que acolherá o IX Pé e Fé na caminhada. Em destaque, sobre o Território potiguar, vemos a Cruz Tríplice, Símbolo maior da Igreja Particular de Natal, de cor azul para lembrar A padroeira da referida Arquidiocese, ou seja, Nossa Senhora da Apresentação
Jecione Melo – Seminarista do 2° ano de Filosofia da Arquidiocese de Natal

terça-feira, 24 de maio de 2011

MARIA, VOCAÇÃO E MISSÃO


          A jovem de Nazaré era desde sua concepção escolhida por Deus para ser aquela que traria Seu Filho à vida humana.  Alguns poucos traços de sua personalidade são conhecidos.  Sabe-se que era virgem e que tinha o hábito de meditar sobre os acontecimentos de sua vida, o que a veremos fazer em diversos momentos.  Fiel ao seu Senhor, era capaz, porém, de questioná-Lo quando Suas propostas lhe pareciam difíceis ao entendimento humano.
          Mulher de fibra, andou por caminhos tortuosos, enfrentando viagens duras para uma gestante e, logo após o parto seguiu para uma terra estranha afim de proteger Seu Filho.  Acompanhou o crescimento do Menino, ensinando-lhe as bases da experiência de Deus.  Como mãe, certamente, sentiu Sua partida, ao mesmo tempo em que orgulhava-se de Sua missão.  E chorou Sua morte injusta e alegrou-se com o anúncio da ressurreição, a partir da qual passou a abençoar a Igreja nascente.
           Todas essas características de Maria são pontos de reflexão para uma reflexão sobre a vocação de cada um de nós.  À sua virgindade sobrepõe-se o atributo da pureza que lhe garantia um coração livre para experimentar a ação de Deus em sua vida e fazer Dele o fiel companheiro de caminhada, a quem se questiona e com quem se descobre novos e novos caminhos.  Assim devemos viver nossas vocação e missão de cristãos: puros de coração para que possamos ver a Deus, como Jesus conclama nas Bem-Aventuranças, e fazer Dele também nosso companheiro constante.
          Devemos pedir a graça da fortaleza que ungiu aquela mulher fazendo-a caminhar e partir para novos e constantes desafios.  O cristão precisa desalojar-se do comodismo da rotina diária e não ter medo de enfrentar outros rumos.  Precisamos acompanhar Jesus em Sua missão, trazendo-A para perto da missão individual que Dele recebemos como dom, podendo, assim, testemunhar com nossas vidas, a presença do Cristo vivo, certeza maior da fé que da Igreja recebemos.
          Podemos viver com Maria a plenitude de nossa vocação. De seus caminhos extrair força e consolo para nossas missões. Sua vida é tão rica que nos dá inúmeras pistas para dela tirar exemplo e nos aproximarmos da jovem e da mulher que Deus escolheu para Mãe da humanidade e da Igreja.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Santos Missionários

Santa Teresinha do Menino Jesus



          "Não quero ser santa pela metade, escolho tudo". Nasceu em Alençon (França) em 1873 e morreu no ano de 1897. Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, mas sabia que o seu coração - e o de todos nós - foi feito para amar. Teresinha entrou com 15 anos, no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII e sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.
          Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, ofereciam a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, esteve como criança para o pai, livre, igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e, tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou um lindo e possível caminho de santidade: infância espiritual.
          O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária "desde a criação do mundo, até a consumação dos séculos". Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia "História de uma alma" e, como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.  
           Proclamada principal padroeira das missões em 1927, padroeira secundária da França em 1944 e Doutora da Igreja, Santa Teresinha nos ensina o caminho da santidade pela humildade e sofrimentos. A primeira palavra que esta santa do Amor leu sozinha, bem expressa sua busca, pois leu: "céus"; já as últimas palavras proclamadas com apenas 24 anos, testemunharam o seu segredo para se chegar na glória, disse: "Não me arrependo de haver me dedicado a amar a Deus".

Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!


São Francisco de Assis

          Francisco nasceu em Assis, no centro da Itália, em 1182. Jovem orgulhoso, vaidoso e rico, que se tornou o mais italiano dos santos e o mais santo dos italianos. Com 24 anos, renunciou a toda riqueza para desposar a "senhora pobreza". Aconteceu que Francisco foi para a guerra como cavaleiro, mas doente ouviu e obedeceu a voz do Patrão que pedia seu retorno.
          No início da conversão viveu como eremita e na solidão, quando recebeu a ordem na igrejinha de São Damião: "vai restaurar minha igreja, que está em ruínas". Partindo em missão de paz e bem, seguiu com perfeita alegria o cristo pobre, casto e obediente. Na última etapa de sua vida, recebeu no monte Alverne os estigmas de Cristo, em 1224. Já enfraquecido por tanta penitência e cego por chorar pelo amor que não é amado. São Francisco de Assis, na igreja de Santa Maria Maior, encontra-se rodeado pelos seus filhos espirituais e assim, recitar ao mundo o cântico das criaturas. "Altíssimo, onipotente e bom senhor, a ti, Altíssimo, são devidos, só a ti, Altíssimo, são devidos, e homem algum é digno de pronunciar teu nome". Morreu deitado nas humildes cinzas em 3 de outubro de 1226, o seráfico pai, São Francisco de Assis.

São Francisco de Assis, rogai por nós!

Pontifícias Obras Missionárias realizam 1ª Semana Missionária para Formadores de Seminário

          No fim do mês de maio, dias 23 a 27, as Pontifícias Obras Missionárias (POM) promovem, em sua sede nacional, em Brasília, a 1ª Semana Missionária para Formadores de Seminário. A formação terá a assessoria do diretor do Centro Cultural Missionário (CCM), padre Estêvão Raschietti; do fundador do Instituto Jesus Missionário dos Pobres, padre Gervásio Queiroga; e da equipe nacional das POM.
          O objetivo da Semana, de acordo com o secretário nacional da Pontifícia União Missionária, padre Sávio Corinaldesi, responde à Mensagem do papa Bento XVI para o Dia Missionário Mundial que pede atenção à dimensão missionária da Igreja.
          Ainda segundo padre Sávio, a ideia da realização da Semana Missionária para Formadores de Seminário surgiu a partir dos anseios do 1º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas, realizado em julho de 2010. "Os seminaristas observaram durante aquele Congresso a necessidade dos formadores também ouvirem sobre a formação missionária. Foi mais um apoio para realizarmos esta formação", lembrou o secretário.
          Os interessados em participar da Semana ainda podem se inscrever pelo link clicando aqui (link www.pom.org.br) ou pelo e-mail uniao@pom.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .]

1ª Semana de Formação Missionária para Párocos e Vigários          Após a Formação para Formadores de Seminário, as POM realizam a 1ª Semana de Formação Missionária para Párocos e Vigários, nos dias 6 a 10 de junho. As vagas, porém, já estão esgotadas, mas a organização já deu início à escolha de uma nova data, no segundo semestre de 2011, para realizar a 2ª Semana de Formação Missionária para Párocos e Vigários, para aqueles que não conseguiram se inscrever na 1ª Semana. Outras informações acesse o site das Pontifícias Obras Missionárias no endereço eletrônico: http://www.pom.org.br/.

Fonte: www.cnbb.org.br

Igreja no Brasil começa a formar padres missionários, afirma dom Esmeraldo Barreto de Farias


          Contente com o novo momento de formação dos padres no Brasil, o bispo de Santarém (PA), dom Esmeraldo Barreto de Farias, afirmou que a Igreja Católica no país “começa a formar padres missionários” a partir das novas Diretrizes para a Formação Presbiteral para a Igreja no Brasil, documento que substitui seu antecessor, que vigorou entre os anos de 1995 e 2009. “Nosso novo documento se preocupa com a vida das pessoas da atualidade, com o padre de hoje e com a missionariedade. Foi por isso que recebemos tantos elogios ao novo documento, da Congregação para a Educação Católica, em Roma”, comemorou.
          Em seu discurso, durante a coletiva de imprensa que aconteceu na tarde do dia 7 de maio, o bispo de Santarém destacou os pontos do documento elogiados pela Santa Sé. “A Congregação para a Educação Católica elogiou vários pontos das Diretrizes: o fato de nós termos colocado o seminário como tempo de caminho, busca e descoberta de Cristo; a experiência de Cristo como fundamental para o jovem compreender melhor o chamado que Deus está lhe fazendo; e as conseqüências desse chamado para a sua vida”, pontuou.
          Foi uma lista de elogios ao Documento, segundo dom Esmeraldo. “O fato de termos colocado o conhecimento de Jesus Cristo como marca fundamental na vida do jovem, por exemplo. Se ele não conhece Jesus, como ele vai amá-lo sendo discípulo e missionário?”, questionou citando o texto. “Outro ponto elogiado pela Santa Sé foi a referência ao Ano Sacerdotal, aberto em junho de 2009 e que foi concluído no mês de junho de 2010.

Dimensão Comunitária e Pastoral
          Presente no documento e importante para a vida da Igreja é a dimensão comunitária, que também foi destacada no novo documento. “Essa dimensão é muito importante para mostrar que o padre é aquele que se prepara e não é isolado do mundo, mas precisa ter uma visão importante de vida comunitária com os demais padres e bispos da diocese e das pessoas na diocese”.
          Dom Esmeraldo deu um exemplo do aprofundamento do novo Documento para a formação presbiteral. “Ele (o padre) não vai para lá na comunidade para viver sozinho, mas para conviver, partilhar na formação dos conselhos comunitários e pastorais das comunidades. O sacerdote de hoje só consegue formar comunidades se ele abraçar a missionariedade”. “Para isso”, disse o bispo, “além de toda formação dos institutos de filosofia e teologia, estão sendo feitas experiências missionárias em grandes cidades para que os seminaristas possam descobrir a importância de ser missionário no mundo de hoje. Eles aprendem a serem missionários na cidade grande, com os jovens, com as famílias, em grandes condomínios, periferias das cidades, bairros populares, no interior, seja do Nordeste, no Sul ou na Amazônia. O documento tem toda essa preocupação”, enumerou.
          Para concluir os tópicos enfáticos da formação do padre na atualidade, presentes nas Diretrizes, dom Esmeraldo disse que outros pontos também são importantes e interligados no documento, como a exortação apostólica do papa João Paulo II sobre a formação dos presbíteros; a dimensão intelectual que não pode ser vivida, formada e seguida sem estar ligada à dimensão espiritual, pastoral, humano-afetiva e comunitária. “São todas dimensões interligadas que necessitam estarem interligadas, que têm como referência o Documento de Aparecida (DAp) para a formação dos presbíteros no Brasil, porque se trata no mundo atual de ajudar as pessoas a descobrirem sua missão e seguimento a Jesus Cristo”, concluiu o bispo.
           A Reformulação das Diretrizes para a Formação dos Presbíteros no Brasil aconteceu durante a Conferência Episcopal da América Latina e Caribe, que aconteceu em Aparecida (SP), em maio de 2007. A CNBB procurou designar uma comissão para trabalhar o documento que foi aprovado no ano de 2009 e que permanece muito atual em 2011.


terça-feira, 17 de maio de 2011

“Somos católicos, por conseguinte não devemos sustentar esta ou aquela missão em particular, mas todas as missões do mundo”.

          Queridos Propagadores da Fé, em 03 de maio celebramos os 189 anos da Pontifícia Obra Propagação da Fé, poderia muito bem tecer algumas palavras sobre esta pontifícia onde está inserida a juventude, as famílias, idosos e enfermos missionários ou contar a história sua história, mas achei interessante ressaltar as palavras do Beato João Paulo II a respeito da pontifícia e da fundadora que dizia em seu discurso no encerramento da assembléia plenária das Pontifícias Obras Missionárias em 15 de Maio de 1997 em Roma.

          (...) Este ano o vosso encontro coincide com dois importantes aniversários: o 175° aniversário de fundação da Pontifícia Obra da Propagação da Fé e o 75° aniversário do Motu Proprio Romanorum Pontificum, com o qual o meu venerado predecessor, Papa Pio XI, concedeu o título de «Pontifícias» às Obras da Propagação da Fé, da Infância Missionária e de São Pedro Apóstolo. E estou certo de que a celebração destas duas singulares datas contribuirá para incrementar no Povo de Deus o empenho missionário.

          É tradição já consolidada o fato de cada ano se realizar, durante o mês de Maio, a vossa Assembléia geral. Este ano, em recordação da fundação da Obra da Propagação da Fé, quisestes realizar uma especial sessão pastoral, detendo-vos na figura e na obra de duas mulheres extraordinárias: a Venerável Maria Paulina Jaricot e a Padroeira das Missões, Santa Teresa do Menino Jesus.

           A primeira, jovem leiga nascida em Lião em 1799, teve particularmente a peito os problemas das missões católicas do seu tempo. Pertencente a uma associação fundada pelos Padres das Missões Estrangeiras de Paris, foi pioneira da cooperação missionária organizada. Com efeito, com as operárias da fábrica de seda, administrada pela sua irmã e pelo seu cunhado, propôs-se a ajudar as Missões por meio da oração e de um pequeno óbolo semanal.

          Inspirando-se nessa iniciativa, que mereceu à Venerável Maria Paulina o título de fundadora da Obra da Propagação da Fé, no dia 3 de Maio de 1822 um grupo de leigos conferiu à associação para a Propagação da Fé um caráter mais universal. Animados por uma caridade sem confins, afirmavam: «Somos católicos, por conseguinte não devemos sustentar esta ou aquela missão em particular, mas todas as missões do mundo ». Precisamente por isto escolheram como mote: «Ubique per Orbem», mais tarde assumido pela Obra da Propagação da Fé e pelas outras Obras Missionárias. 

          Caríssimos Irmãos e Irmãs! Maria Paulina, jovem atenta à voz do Espírito, antecipou profeticamente quanto o Magistério pontifício e o Concílio Ecumênico Vaticano II ressaltariam em seguida, evidenciando o caráter missionário do inteiro Povo de Deus e a contribuição específica que os leigos são chamados a oferecer à atividade evangelizadora da Igreja.

         A exemplo desta mulher corajosa, hoje sois chamados a promover uma colaboração cada vez mais fraterna entre as Igrejas, suscitando e formando numerosos colaboradores para a causa missionária. Sabei infundir neles a paixão pelo anúncio do Evangelho e o desejo de sustentar o empenho das jovens Igrejas. Esta cooperação será eficaz, se for incessantemente sustentada pela oração, pelos sacrifícios e pelo anélito constante à santidade. Só neste clima de tensão espiritual e apostólica, ela poderá pôr as condições para o desenvolvimento de numerosas vocações missionárias e para o apoio generoso às atividades missionárias.

         Portanto, a todos que se dedicam nas atividades que é proporcionada pela Propagação da fé, vale também para nós estas palavras sejamos estes jovens, famílias, idosos e enfermos atentos a ação do espírito Santo a sempre colaborar e promover a fraternidade entre as Igrejas. Que a interseção do beato João Paulo II possa suscitar colaboradores para a causa missionária.

Pe. Marcelo Gualberto Monteiro
                                   Secretário Nacional da Pontifícia Obra Propagação da Fé